sexta-feira, 30 de junho de 2017

Evento Cultural: Os Cadernos de Kindzu

A peça de trata de uma adaptação da obra Terra Sonâmbula do escritor moçambicano, Mia Couto. Fala sobre jornada de Kindzu num país tomado pela guerra, numa família tomada pela dor - o própria mãe, após perder os filhos, não consegue olhar para o filho - e de espiritualidade forte.
A ambientação sonora da peça me encantou bastante, os atores cantavam músicas que pareciam de matriz africana, alguns efeitos eram práticos, também feitos pelos atores. E nada disso ficou escondido, os elementos usados para os feitos sonoros estavam presentes no palco e não tiravam a atenção da cena.

Além disso, os diálogos eram bem construídos, poéticos, porém sem dificultar a compreensão das falas. Isso também se aplicam à cenas que criavam um ambiente pesado, mas sem muitos elementos que explicitassem isso.
Outrossim, haviam poucos atores na peça, o número era menor que o de personagens e eles conseguiram lidar bem com isso. Mudanças de roupa aconteciam no fundo das cenas com suavidade e os atores encorporavam os personagens de tal modo que algumas vezes pareciam outras pessoas, como Vanessa Dias, atriz que interpretou Assma, Anão Xipoco e Virgínia.



Evento Cultural: Entre Nós

No CCBB, está acontecendo a exposição do acervo do MASP, chamada Entre Nós, que reúne as obras que representam a figura humana no Museu de São Paulo. A exposição conta com obras de Van Gogh, Portinari, Renoir e muitos outros artistas.
A exposição progride de obras mais representativas para algumas mais abstratas, contanto até com algumas de arte contemporânea. O interessante de visitar um evento desses é conhecer novos artistas e experimentar diferentes técnicas de se exibir a figura humana.



Particularmente, eu tive uma revisão sobre aquilo que eu acredito ser uma representação, poder observar de perto artistas renomados fez com que várias concepções que eu tinha sobre uma boa pintura mudasse. Haviam muitas pinturas, como a de Monet e Van Gogh, que iam além da visão perfeita da pessoa, é possível perceber nelas os sentimentos do artistas.

Evento Cultural: Cine Liberdade

O Cine Liberdade é um projeto de estudantes e professores da UNA que apresenta a cada mês um diretor, sendo que toda semana eles apresentam um filme diferente com direito à sessões de comentário e discussão.
No dia 6 de abril , foi apresentado o filme Eraserhead, dirigido e escrito por David Lynch. O longa é uma obra surrealista que mostra como um trabalhador fabril vai conviver com a ideia de ser pai. Existem teorias de que o filme fala sobre o medo do próprio diretor de ser pai, há também aquelas que acreditam ser uma releitura de Luzes da Cidade do Charlie Chaplin.



Apesar das discussões sobre a mensagem do filme, há alguns pontos que são mais fixos. O filme passa durante uma noite, pouquíssima coisa acontece na história, porém o público continua com a atenção voltada para ele, isso por causa da trilha sonora tensa que nos dá a impressão que os acontecimentos do filme estão caminhando para um clímax.

Logo, é interessante observar como Lynch consegue criar um filme que é, na verdade, uma plataforma de interpretação do público e manter todos interessados a algo completamente abstrato através da ambientação. 

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Croqui: Cosmococa, Inhotim


Sala da piscina



Área externa




Croqui: Parque Municipal


Ponte dos Amores

Evento Cultural: Mulher Maravilha

O filme aborda as origens da Mulher-Maravilha, desde sua infância numa ilha isolada até sua entrada no mundo dos homens, no qual ela enfrenta um inimigo que temeu desde criança. A história é uma adaptação dos quadrinhos da super heroina homônima da DC.



E o filme, apesar de realizar alguns sonhos de infância, vem com algumas falhas que já foram vistas em outros filmes da DC. Primeiramente, o filme ficou cansativo por conta de sua duração e haviam cenas longas que não desenvolviam nada na história, como a cena em que a Diana vai experimentar roupas da civilização humana.
Outra coisa é que o vilão do filme não foi bem desenvolvido, houve uma tentativa de plot twist que estragou o clima criado durante todo o filme. O ator que faria Áries não convenceu, principalmente na cena em que eles tentam mostrar o filho de Zeus sendo expulso do Olimpo, ele não combina com toda a narrativa grandiosa que criaram em torno dele.

Ademais, um grande ponto positivo foi a atuação de Gal Gadot, que cativou o público e nos convenceu da heroísmo e inocência de Diana Prince. O desenvolvimento da personagem foi coeso do início até o fim.