O ser humano, quando adquiriu técnicas que possibilitaram
sua sobrevivência, passou a ter mais tempo livre para se dedicar e desenvolver
outras atividades. E essas atividades
consistiram na criação, que demonstrava o lado mais abstrato do ser, gerando a arte
e a cultura. Quando os objetos afirmam sua superioridade, eles se colocam como
novo impulsionador da existência humana, exemplificam que, através da ciência,
o homem se dedica a aperfeiçoar cada vez mais o material criado que a si mesmo.
Sua necessidade de revolução se compara à própria necessidade do seu criador: o
objeto não deve ser usado como definidor da abstração, mas fruto dela.
Porém, existe a perspectiva que encara o ser humano como
produto daquilo que criou, como diz Leonardo, quando fala que o que define o
ser humano é sua capacidade de criar para garantir sua própria existência.
Talvez o problema não seja o homem ter como objetivo principal criar, mas sim depender
de suas criações. A função de uma pessoa na sociedade é defina pelo objeto que
era sabe controlar e não aquilo que ela é capaz de contribuir simplesmente por
ser alguém, pois a relação homem-objeto está invertida.
Além disso, existe a relação mais amigável proposta por
Cecília, em que não é exatamente preciso separar o homem de sua criação para
ele se libertar. Ela propõe a percepção do homem, do objeto e a influência
mútua de cada um. Que objeto é um meio de resgatar o mito da criação, no qual o
homem enquanto criador se aproxima de um deus.
Com isso, é possível observar que a relação do homem com o
objeto ainda não é completamente fixa, existem muitas nuances dependendo de
como o criador vê o que está fazendo e também de como a sociedade vai lidar com
os objetos. Primeiro, a possibilidade de modificação da natureza era uma dádiva
que permitia a sobrevivência da espécie. Agora, numa sociedade mais
materialista, o homem é controlado por aquilo que criou, por conta da
dependência. E, apesar do presente, o questionamento da relação homem-objeto
existe, possibilidade que as pessoas possam evoluir a ponto de equilibrar essa
relação.
Nenhum comentário:
Postar um comentário