domingo, 16 de abril de 2017

Experiência mediada e imediada

Para a aula do dia 06/04, foi necessária a análise do Parque Municipal através do Google Street View, que, no caso particular do parque, foi muito limitada porque só se tinha acesso a fotos tiradas do parque. No dia, diante o parque, houve a discussão sobre as formas de representação possibilitadas pela realidade virtual e a vivência do objeto em si.
Primeiro, é preciso admitir que a realidade virtual é uma tecnologia em crescimento e, com o passar do tempo, sua possibilidades serão enriquecedoras o bastante para não se justificar a necessidade de viver no espaço original pela falta de coisas como cheiro, temperatura, acaso. Mesmo hoje nosso cérebro corresponde ao ambiente criado pela tecnologia de forma tão intensa que há casos de morte por usuários da realidade virtual.
Então, a resistência que até eu mesma tenho de aceitação da realidade virtual como espaço de interação vem de outro tipo de percepção. O cérebro humano precisa de certos tipos de interação para suprir todas nossas necessidades sociais e, mesmo que a tecnologia simule até as casualidades do cotidiano, nela não é possível reconhecer o prana, o sopro da vida, o sentimento de aquilo é vivo e não um habitante do vale da estranheza.

Dito isso, eu não acredito na tecnologia da realidade virtual como substituta do espaço e sim como um novo caminho de aproveitar o mesmo. Porque, mesmo que faça parte de minhas crenças que não é possível substituir o espaço com qualidade, existem pessoas que vivenciam o espaço por meios empobrecidos. Portanto, é necessário que se integrem a realidade virtual e suas praticidades com o ambiente real, para que seja criado um meio em que o ser humano comporte suas tecnologias e sua arquitetura. 

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