Para a aula do dia 06/04, foi necessária a análise do Parque
Municipal através do Google Street View, que, no caso particular do parque, foi
muito limitada porque só se tinha acesso a fotos tiradas do parque. No dia,
diante o parque, houve a discussão sobre as formas de representação
possibilitadas pela realidade virtual e a vivência do objeto em si.
Primeiro, é preciso admitir que a realidade virtual é uma
tecnologia em crescimento e, com o passar do tempo, sua possibilidades serão
enriquecedoras o bastante para não se justificar a necessidade de viver no
espaço original pela falta de coisas como cheiro, temperatura, acaso. Mesmo
hoje nosso cérebro corresponde ao ambiente criado pela tecnologia de forma tão
intensa que há casos de morte por usuários da realidade virtual.
Então, a resistência que até eu mesma tenho de aceitação da
realidade virtual como espaço de interação vem de outro tipo de percepção. O
cérebro humano precisa de certos tipos de interação para suprir todas nossas
necessidades sociais e, mesmo que a tecnologia simule até as casualidades do
cotidiano, nela não é possível reconhecer o prana, o sopro da vida, o
sentimento de aquilo é vivo e não um habitante do vale da estranheza.
Dito isso, eu não acredito na tecnologia da realidade
virtual como substituta do espaço e sim como um novo caminho de aproveitar o
mesmo. Porque, mesmo que faça parte de minhas crenças que não é possível
substituir o espaço com qualidade, existem pessoas que vivenciam o espaço por
meios empobrecidos. Portanto, é necessário que se integrem a realidade virtual
e suas praticidades com o ambiente real, para que seja criado um meio em que o
ser humano comporte suas tecnologias e sua arquitetura.
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